terça-feira, 27 de setembro de 2011

      Talvez a tristeza doa muito em mim por eu ter conhecido bem demais a felicidade ...


Dizem que vai dar tudo certo, que vai acabar tudo bem, queremos achar força de algum lugar pra continuar caminhando, continuar vivendo. Mas, e quando dá tudo errado? Quando você vê que não tem mais saída, muito menos solução?
 E essa vontade de vencer, de chegar ao topo, tiver sumido?
O que fazer?
Continuar levando, é o único jeito.
Com esperança fica mais fácil, dói menos. Mas chega um ponto que ela também se vai. E não lhe resta mais nada, a não ser, você mesma.
Você sabe que não resolve nada pensar assim, sabe que tá errada. Já conhece todos os conselhos que irá ouvir. Você sabe. Sabe que está sendo fraca, sabe que está abandonando o barco cedo demais, e sabe que pode se arrepender depois. É, você sabe.
Mas não adianta só saber, é preciso querer. Mas essa força de vontade as vezes não depende de você. Ela simplesmente se vai, e você não consegue ter controle sobre ela, não tem força pra trazê-la de volta.
As vezes você não tem vontade de ter força, você entrega os pontos, se deixa cair e não pensa em levantar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

É quando vem a dor




Hoje me deu uma vontade tão grande de voltar no tempo.
De consertar as coisas, de reviver aqueles sentimentos que eram tão bons.
Doeu muito me lembrar de cada sorriso verdadeiro, de cada vez que eu deitava em minha cama quase explodindo de felicidade, das vezes que eu não conseguia controlar o sorriso.
Dor maior ainda foi pensar que podia ter sido diferente, que aquele caminho não precisava ter sido trilhado, que aquela pessoa nem devia ter entrado na minha vida, e que aquela outra nunca deveria ter saído.
O coração fica apertado, angustiado, ao pensar que eu poderia ter feito mais por ele. Estava em minhas mãos e eu deixei escapulir. Foi eu quem quis assim! '' =( ''
Podia ter perdoado, voltado atrás, dado o braço a torcer.
Mas não, eu preferi quebrar a cara, preferi deixar pra depois.
Algumas coisas até consegui de volta, mas outras não. Perdi. Até tentei voltar atrás, passar por cima do orgulho. Mas foi tarde demais.
Queria ver onde ia chegar. Queria ver o resultado sendo diferente. Mas me esqueci que a vida não se escreve com lápis (não há como apagar). Apostei. Me arrependi.
Dói saber que essa estrada poderia ter chegado em um lugar diferente. Eu só precisava ter mudado a direção.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Preciso Mesmo




Já faz tempo que eu não te direciono nada, textos e nem palavras. Lhe direciono apenas olhares. Quando nos encontramos nossos olhos se fixam.
Esses dias, escutei uma música, não me lembro do refrão, nem de alguns versos mas ela me trouxe tantas lembranças, a canção parecia ter cheiro, cor e formas.
Ela me trazia você, uma sensação de saudade, aquela saudade profunda mesmo, que aperta o peito fazendo escorrer algumas lágrimas pelo rosto. Essa saudade dói quando a gente deixa escapulir, e se escapa é porque ela ainda existe, ainda mora em nosso peito.
a última vez que nos vimos não me serviu de nada, eu tinha tanto pra falar, eu estava precisando tanto do seu colo, de ouvir você dizer que iria ficar tudo bem, precisava chorar um pouco, que você enxugasse minhas lágrimas, passasse a mão pela minha cabeça, precisava te contar tudo o que eu estava sentindo.
Meu coração estava tão apertado, tão aflito e desnorteado, eu precisava de você. O que eu consegui foi apenas um abraço e um beijo, e aquela dor aqui dentro aumentou ainda mais.Conversar com você é poder contar todos os meu segredos, todos os meus medos e sentimentos.
A vida é mais complicada do que parece, não sei pra você, não sei se você é como eu, que chora baixinho na hora de dormir se lamentando de nada ter dado certo. Será que pra você é mais fácil do que pra mim?
Tenho andado sempre engatinhando e fingindo estar de pé, usando roupas que me fazem parecer estar bem. Difícil confessar, mas ainda preciso de um colo e alguém para puxar minhas orelhas, preciso daquele seu cuidado comigo, das suas risadas e do seu amor.
Preciso ouvir você dizendo que eu não vou mudar nunca, que eu não vou dar o braço a torcer nunca, que eu estou sempre errada e que a culpa de tudo é sempre minha.
Preciso deitar no seu peito e conseguir dormir. É isso mesmo... estou dizendo que preciso mesmo de você.!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Recomeçar do Zero

                                           Quem amou já sabe o que é recomeçar do zero




Chega uma hora em que a vida cobra tudo o que prometemos, e não fomos capazes de cumprir.
Chega uma hora em que somos praticamente "obrigados " a mudar quem costumávamos ser, chega uma hora em que temos que abandonar os velhos costumes, chega uma hora em que temos que mudar a nossa visão sobre as coisas e pessoas, sobre a nossa própria vida, sobre o que é bom ou não.
Chega uma hora em que temos que mudar o nosso modo de viver para não perder grandes pessoas, temos que "crescer" e assumir que estavamos errados e que sabiamos onde estavamos errando e mesmo assim, continuamos a errar.
Eu não sei se você já sentiu como se o mundo tivesse virado de cabeça pra baixo quando resolveu fazer uma mudança em sua vida, mas é assim que eu me sinto, tô estranhando essa nova maneira de viver, tentando ser uma pessoa séria, levar as coisas mais a sério (coisa que antes eu nem me importava ).
A vida tem um jeito engraçado de nos mostrar que um dia alguém muda a nossa vida, eu nunca acreditei quando as pessoas diziam: "Áh, fulano mudou a minha vida".  Isso pra mim era patético. Até que um dia aconteceu comigo, e não é que fulano mudou a vida de beutrano, mas sim que mudou a visão sobre as coisas, mudou o modo de viver, os contumes, as brincadeiras, e até mesmo o jeito de falar...e assim temos o recomeço.
Na vida todos precisam ter um recomeço... Mas recomeçar do zero mesmo, sem medo das conseqüencias, sem medo do que irá encontrar lá na frente...

E a hora do meu recomeço chegou!
Bem-vindo a minha nova vida!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O outro lado da história



Toda história tem dois lados. E este é o meu:

A verdade é que eu fiz uma grande merda. E, como todo mundo sabe, grandes merdas fazem a gente perder grandes pessoas. E a verdade também é que você é a maior pessoa na minha vida. Que eu perdi por uma merda do tamanho da minha burrice. E que você nunca imaginou que eu fosse capaz de fazer o que eu fiz. E eu nunca imaginei que fosse te perder um dia. Nunca.

Não é fácil achar gente do bem por aí. Que virava o mundo de cabeça pra baixo e se virava em mil pra ficar comigo. Mesmo sem eu dar nenhuma prova de que eu te amava , de que o nosso amor era sério pra mim. Mas eu te achei. No meio de um monte de gente vazia e sem graça, eu te achei. E nunca, nunca, imaginei que fosse me ver sem você.

Tenho sentido um frio absurdo. Como se me faltasse um cobertor numa noite fria. Mas, na verdade, me falta você. Tenho passado minhas noites em claro pensando em uma forma de voltar no tempo. Porque, juro, se eu pudesse voltar atrás, faria tudo diferente. Nunca quis te magoar. Nunca quis fazer tão mal pra alguém que me faz tão bem. Que já é parte de mim.

Me falta você nessas noites frias. Falta você com esse cheiro mais doce do mundo. Com seu olhar de menina. Falta o mundo. Me falta o chão sem você.

Não quero que você entenda o que eu fiz, porque o que eu fiz não tem explicação. Não estou querendo me justificar, nem explicar o inexplicável. Não estou te pedindo desculpas. Só queria que você visse o meu lado. Porque, por mais incrível que possa parecer, não está sendo fácil pra mim também. Estou pagando o preço justo pelo erro que cometi. Por trair a sua confiança. Mesmo assim, não consigo suportar a dor que é viver sem você. Estou sendo castigada com a solidão.

Só queria terminar este texto dizendo que ainda te amo. E que, por mais que você me odeie agora, sei que, quando a raiva passar, você vai perceber que você também não consegue ficar sem mim, que já se acostumou com a minha presença. Ou, como já disse Martha Medeiros: "o contrário do amor não é o ódio. O contrário do amor é a indiferença." E vai demorar pelo menos sete vidas pra você conseguir ser indiferente a mim. E, da minha parte, posso te garantir: nunca vou te esquecer. Nem depois de sete vidas. Por hoje, sei que te perdi. Mas a nossa história não termina aqui. A gente ainda tem uma vida inteira pra viver e você vai voltar. É a única certeza que eu tenho. Porque um amor assim não termina antes do final da história. E a nossa história está só começando.

domingo, 4 de setembro de 2011

Maldito Destino

Por diversas vezes, essa semana tentei encontrar uma palavra que definisse tudo o que estou sentindo... uma espécie de ódio, amor, rancor, paixão, desprezo, sarcasmo, humilhação, perda... gostaria de poder definir com uma só palavra todos esses sentimentos.
Senteda em frente essa tela, comecei a refletir sobre a minha vida, acabei percebendo quantas pessoas passaram por minha vida e eu não dei o valor que elas realmente mereciam, que eu fiz o que estava ao meu alcance, mas não quis ir além com medo de me magoar, sem saber que assim eu me magoava ainda mais.
Comecei a refletir sobre todas as minhas atitudes infantis, nossa cada coisa que me envergonho.
Eu sentia tanto prazer em magoar as pessoas, até que um dia, tudo que eu as fiz passar, passei com apenas uma pessoa, em poucos meses.
Hoje me sinto como se eu fosse o pior ser humano que existe, uma coisa sem um mínimo valor, um ser humano inferior.

Cansei das pessoas me olharem e dizerem coisas horríveis ao meu respeito, odeio que as pessoas desacreditem das coisas que eu falo, se elas realmente olhassem no fundo dos meus olhos, elas saberiam que as minhas palavras eram sinceras e verdadeiras.
Existem pessoas em que eu daria a vida para não magoá-las, fiz de tudo, e ainda assim, acabei magoando-as... Pior ainda é você mudar por alguém, e esse alguém continuar achando que você não vale nada, pelo simples fato de você não saber demonstrar a sua mudança, por você não saber o que fazer, por você ficar perdida em meio tanto sentimento que te deixa incapaz de mover um dedo.
Pior que tudo isso, é você ouvir de quem você ama, que ela não acredita em você, nos seus sentimentos e muito menos nas suas palavras, que você não merece o tempo que ela perde com você, que você é experiente em mentir, fingir e manipular... Você não sabe como isso dói, você dá o seu melhor, move céus e terra pra ver aquela criatura mais encantadora do mundo, e receber essas palavras em troca.
Mas infelizmente não posso mais fazer nada, vou me curar desse amor, vou cuidar da minha vida, vou guardar o que foi bom e jogar fora o que restou, afinal, cada vez eu tenho menos tempo pra perder me preocupando com tudo aquilo que não me faz bem, e o que não me faz bem nem sempre é possível esquecer, mas sé sempre válido afastar de mim.
Pensei que com você seria diferente, e mais uma vez, esse maldito destino me deixou na mão!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Conselhos



A gente tem uma mania estranha. Todo mundo tem. A mania de pedir e de dar conselhos. E lá alguém é capacitado pra dar conselho pra vida de alguém? Como se fosse um mestre espiritual. Um Dalai Lama. Nem assim. Nem assim estamos aptos a dar conselhos pra vida de quem quer que seja. Ainda que pro bem da pessoa que recebe o tão “estimado” conselho.

Tenho pensado muito nisso ultimamente. Especialmente porque estou tentando me adaptar à nova vida que escolhi pra mim. E essa nova vida se chama: minha vida é um livro fechado. Com cadeado. E protegido por senha alfa e código de segurança máxima. Não está sendo fácil. Até mesmo porque sempre fui muito transparente. Mas, agora, parei de contar minha vida e pedir conselhos. Não me interessam mais. Da minha vida, sei eu. Porque, se no final, der tudo errado, quem tem que arcar com o estrago sou eu mesma.

As pessoas pensam que conhecem as outras. Mas, na verdade, o que elas fazem, a todo tempo, é julgar umas às outras. Ainda que inconscientemente. O fato é que estamos 24 horas sob julgamento alheio. Seja dos nossos amigos, dos nossos colegas de trabalho, dos nossos ficantes, da nossa família, da atendente da padaria ao lado. As pessoas nos julgam o tempo todo. Nos julgam pela marca da roupa que nós vestimos.  Pelo tom da voz que a gente fala ao telefone. Pelo modelo do aparelho de celular que carregamos no bolso. Pela mochila. Pela empresa onde trabalhamos. Pelo cargo que ocupamos. Pelo nosso corpo. Pela cor da nossa pele. Pelo nosso sexo. Pela nossa idade. E por uma outra infinidade de coisas que não significam nada no final das contas.

Eu mesma conheço muita gente que anda de carro do ano (pago em sei lá quantas milhares de prestações) e mal tem dinheiro pra pagar as contas no final do mês. Conheço gente que ganha salário mínimo e usa calça Diesel. Conheço gente que tem o celular mais caro do mercado e não tem dinheiro pra manter uma linha telefônica. Conheço gente que fala manso e é pilantra. Conheço gente que fala alto e é um doce. Conheço gente nova que já viveu pra vida inteira. Conheço gente velha que ainda tem muito o que viver. Conheço mulheres que trabalham feito homens. E homens que não encaram uma barata no chão da cozinha (conheço inclusive homens que não encaram nada, mas isso é uma outra história). Portanto, vamos viver mais e julgar menos. Viver mais a nossa vida e nos preocupar menos com a dos outros. Vamos parar de colocar rótulo em tudo. De comprar o produto pela embalagem. De achar que sabemos de antemão quem é a pessoa com quem estamos tratando. Nunca sabemos. Nem nunca saberemos.

Então, por favor: não me dê conselhos. Tudo que você conhece de mim é a embalagem. Você não sabe o que vai aqui dentro. Não sabe o que eu já vivi. E, mesmo que eu te contasse, você nunca saberia, porque nunca sentiu por mim. Você não sabe o quanto eu gosto (ou não) daquela mina que você acha idiota. Então, não venha me dizer que ela não presta. Quem tem que saber disso sou eu. Quem sabe o tanto que é bom quando eu estou com ela sou eu. Não venha me dizer que fulana ou beltrana são os mulheres ideais pra mim. Porque, por incrível que possa parecer, eu não acho a mínima graça nelas. Não venha me dizer se eu devo trabalhar mais ou trabalhar menos. Gastar mais ou gastar menos. Beber mais ou beber menos. Sair mais ou sair menos. Comer mais ou comer menos. Comer carne ou não. Comer comida japonesa ou não. Ir pra festa X ou Y. Não me julgue pelo que eu faço, pelos lugares que eu freqüento ou pelas pessoas com quem eu me relaciono. Antes de me telefonar pra dar conselhos sobre quem “presta” ou “não presta” pra mim, preste mais atenção na sua própria vida. Se quer um conselho, não vou te dar. Acho que você deveria fazer o mesmo. Apenas acho.


 

Certas ou Erradas



Sempre ouvi meus amigos dizerem que, enquanto não acharem a mulher certa, vão se divertir com as erradas. Andei pensando sobre isso. A gente conhece as mulheres certas e pensa que são as erradas, conhece as erradas e pensa que são as certas. No fundo, no fundo, a gente nunca sabe. Já vivi casos dos mais malucos e, acredite, não é nada fácil saber quem é a mulher certa e quem é a mulher errada. Eu mesma ainda não sei. O que eu sei é que eu já tenho algumas pistas bem claras. E continuo errando.

A mulher certa é aquela que quer te encontrar sábado à noite. Então ela fica com você (linda e cheirosa) na sua casa. A mulher errada quer ir pra melhor festa no sábado à noite. Com ou sem você. De preferência, sem. Agora, se ela te encontrar (por acaso) nessa festa, ela vai jurar, de pés juntos, que estava afim de te encontrar naquela noite. Vai ver não te ligou porque acabaram os bônus.
A mulher certa telefona pra você e faz o convite: vamos fazer alguma coisa hoje à noite? Ela quer sua companhia. Liga pro seu celular às sete da noite pra garantir que você não vai arrumar nenhum programa melhor do que sair com ela. A mulher errada te liga meia-noite e pergunta onde você tá. Claro, ela saiu e viu que a noite dela não ia dar em nada, então, resolveu te ligar. Muito provavelmente, você era o último número discado no celular dela. E, mais provável ainda: se você não atender, ela disca a próxima letra da agenda.

A mulher certa te chama por apelidos carinhosos. Você é a Ju. A Renatinha. A Carol. Ou a Mi. A mulher errada evita pronunciar seu nome em qualquer que seja a situação. Por razões óbvias: ela corre um sério risco de confundir seu nome com o de alguma outra baranga ou barango que ela pega. E, pra não confundir,  ela evita pronunciar seu nome a menos que seja estritamente necessário. Quando quer falar com você, as frases começam com “ow”, “aqui” ou “véi”. Aff.

A mulher certa quer te conhecer melhor. Pergunta sobre sua família, quer saber quantos irmãos tem. Quer saber dos seus valores. Do que você faz. Dos seus planos pro futuro. Dos seus objetivos na vida. A mulher errada quer saber a cor da sua cueca, ou se você vai levá-la pra sua casa.
A mulher certa diz que você está bonita com aquela camisa nova. Repara em você. Repara se você está com uma carinha triste. Se está feliz. Se está passando mal-quase-morrendo no meio da festa. Pergunta se você melhorou, no dia seguinte. A mulher errada nunca a elogia porque não repara em você. Não repara se você cortou o cabelo, se está com ou sem gel, se mudou o penteado.
E eu já não sei mais de nada. Se me divirto com as mulheres certas ou se insisto nas mulheres erradas. E acabo procurando princesas e beijando sapos. E beijando princesas que viram sapos. E preferia não saber de nada disso pra continuar me divertindo e dando risada. Ainda que de mim mesma. Ainda que dos meus tropeços. Das minhas mancadas. Das escolhas erradas. E até das mulheres erradas. Queria rir disso tudo. Mas simplesmente não consigo. Não consigo fingir que não é comigo. Porque sou eu que me ferro por achar que a mulher errada é a mulher certa. Ou por dispensar a mulher certa achando que era errada. Ou por fazer tudo errado. Sou eu que analiso, o tempo inteiro, as situações. As atitudes. Os mínimos detalhes que passariam despercebidos. Tentando fazer com que a mulher errada pareça a mulher certa. Tentando justificar, pra mim mesma, porque é que eu perco tanto tempo com aquela cidadã que não merece um minuto. Tentando achar defeitos na outra cidadã que merece a vida inteira. Tentando estabelecer rótulos do que é certo ou o que é errado ao invés de simplesmente viver sem tentar entender. Sabe de uma coisa? Vou me divertir sozinha mesmo enquanto não me encontro.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Meu Mundo




Durante boa parte do meu dia, pensei no que iria escrever hoje no meu blog, e não conseguia pensar em nada. Mas eu tinha me esquecido de um mínimo detalhe... " Iria vê-la.
Cheguei em casa depois de um dia mega cansativo, me deitei no sofá, e sem querer comecei a pensar em você. Veio a sua imagem em minha mente, e comecei a pensar tantas coisas lindas, e é uma grande pena que não posso compartilhá-las com você.
Te ver hoje me fez tão bem, senti vontade de te abraçar e não te deixar ir embora, senti meu coração saindo pela boca, senti as pernas bambas, senti frio na barriga.
Queria que tudo estivesse acontecido de forma diferente, queria que eu tivesse capacidade de demonstrar o que eu sinto por você, queria que você acreditasse em mim, e também na minha mudança.
 Queria que o seu sentimento fosse ao menos metade do meu, que sua confiança em mim fosse metade da que eu sinto em você. Queria que você acreditasse que as coisas podem ser diferentes dessa vez.
As vezes as coisas têm que acontecer da pior maneira do mundo pra que a gente aprenda a tomar vergonha na cara e mudar de verdade, não apenas dizer que vai mudar e isso nunca acontecer.
Sei que você não acredita em nada do que eu te falo, mas eu prometi pra mim mesma que iria mudar por vontade própria, por amar de verdade uma pessoa que estou a um fio de perder pra sempre.
Dói saber que eu fiz tudo errado, que as coisas ruins que aconteceram pesaram muito mais do que as boas, dói saber que você já se acostumou com a minha ausência, dói muito mais saber que você já não quer voltar. Mas mesmo assim não irei desistir, tenho um sonho de ser feliz com uma MULHER de verdade, e eu sei que a única que realmente poderá me fazer feliz é VOCÊ!

Nunca se afaste de mim, não deixe que eu escape entre seus dedos, não deixe que a vida me arranque de seus braços e muito menos da sua vida.

EU TE AMO!


domingo, 28 de agosto de 2011

Emanuelle...



Antes de me tornar tia, não me preocupava se plantas eram venenosas, se remédios ou objetos perigosos estavam ao alcance das mãos. Jamais havia segurado uma criança para que pudessem dar vacinas. Ninguém nunca tinha vomitado em mim. Nunca havia sentido meu coração se estilhaçar por não poder parar uma dor. Nunca desejei que uma dor pudesse ser transferida de dono. Antes de me tornar tia, jamais rezei com tanta fé sobre alguém.
Antes de me tornar tia, ignorava a indispensabilidade de uma cadeirinha de bebê, de um velocípede com empurrador e a real função de uma chupeta.
Antes de me tornar tia, nunca reparei que móveis possuíam quinas. Nem sabia que existiam protetores de tomada e trecos para impedir que portas fechassem. Ignorava solenemente as seções infantis das lojas e zapeava indiferente pela Discovery Kids. Antes de me tornar tia, nunca tropecei em brinquedos de madrugada. Nas madrugadas, aliás, dormia tranqüilo, o que nunca mais fiz depois que me tornei tia.
 Antes de me tornar tia, nunca planejei tanto uma saída de casa: bolsa kit completo. Nunca percebi que há vários tipos de leite, de fralda, chupetas de vários números. Chicco, Lilica, Nuk, Fisher-Price foram definitivamente incorporadas às minhas grifes. Antes de me tornar tia, não sabia o que era mecônio, funchincória, colostro, absorvente de seio.
Antes de me tornar tia, eu julgava desleixados meus amigos com filhos e suas casas mal arrumadas, com paredes riscadas. O fazia por desconhecer a força de furacão de crianças descobrindo o mundo, mini-Katrinas devastadores.
 Antes de me tornar tia, nunca tinha sido mordida por dentes de leite ou beliscada por dedinhos com unhinhas afiadas. Ninguém nunca tinha me molhado de xixi. Jamais havia passado pela minha cabeça lavar uma bunda alheia. Ninguém nunca havia ousado limpar a boca na minha roupa e sorrir, na boa, como se nada tivesse acontecido. E eu nunca tinha ficado tão feliz por causa de um sorriso. Antes de me tornar tia, nunca havia criado histórias, a não ser para adultos e por outros motivos.
Antes de me tornar tia, achava que só eu poderia riscar meus livros. Acreditava que só se perdia trabalhos no computador se a energia faltasse. Desconhecia pequenas mãos exploradoras.

Antes de me tornar tia, tinha controle sobre meus desejos e pensamentos, sobre o meu corpo e meu tempo. Eu nunca tinha segurado um bebê dormindo a noite inteira só para ficar bem pertinho. Nunca havia paranoicamente checado no meio da noite se alguém estava respirando. Nunca imaginei que algo tão pequeno pudesse mudar minha vida de modo tão forte. Não conhecia a sensação de ter meu coração batendo fora de meu peito.